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Livro Escritos de design, do autor mineiro Dijon De Moraes, recebe uma das maiores premiações da área do design no Brasil

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Livro Escritos de design, do autor mineiro Dijon De Moraes, recebe uma das maiores premiações da área do design no Brasil

Em obra recém-lançada pela editora Blucher, o designer compartilha o que viveu em sua aclamada trajetória profissional e traça um retrato da atividade no país a partir da década de 1980.

Lançado pela editora Blucher, o livro Escritos de design: um percurso narrativo , de Dijon De Moraes, acaba de ganhar o terceiro lugar na categoria Trabalhos Escritos do 34º Prêmio Design MCB. Trata-se de uma das maiores e mais tradicionais premiações da área de design no Brasil, concedida desde 1986 pelo Museu da Casa Brasileira, instituição da atual Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Escrita em primeira pessoa, a obra entrelaça passagens da vida pessoal e profissional do premiado designer mineiro, que atua na área desde a década de 1980. “Quis contar de forma leve e acessível o que vi e vivi. A ideia é não apenas apresentar essa fascinante atividade profissional para um público mais amplo, como também contribuir para não deixar a memória do design brasileiro morrer. No livro cito cerca de 180 profissionais que foram protagonistas dessa história no Brasil. Infelizmente, muitos deles são pouco lembrados hoje”, diz Moraes.

O livro começa com histórias da infância do designer, vivida na cidade de Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha (MG), onde a energia elétrica chegou no inicio da década de 1970, quando o menino Dijon contava com 11 anos de idade. “Meus pais colecionavam objetos e nossa casa parecia um museu. Acho que começou aí meu interesse pelo design”, conta o autor.

Dentre outros assuntos, Moraes fala no livro sobre sua formação acadêmica, primeiro em Belo Horizonte e depois na Itália. “Quando entrei na faculdade no final dos anos 1970 havia cerca de 12 cursos de design no Brasil. Hoje temos mais de 700 cursos espalhados pelo país”.

Na obra o designer também trata de sua atuação como professor e reitor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), cargo que ocupou por duas vezes de 2010 a 2018. Dentre outros feitos, ele implantou o primeiro programa de pós-graduação em design do estado (mestrado e doutorado) e também um curso de graduação em medicina naquela instituição pública.

“Sempre trafeguei entre o ensino e a prática”, relata Moraes. “É raro ver no Brasil e até mesmo no mundo um designer no comando de uma instituição universitária, o que é uma pena. Como mostro no livro, o designer é um profissional que trabalha para resolver problemas e está acostumado a lidar com uma equipe multidisciplinar”.

Ao deixar o cargo de reitor, Moraes passou um período sabático em Milão entre 2019 e 2020. A temporada coincidiu com a pandemia de Covid-19. “Foi quando escrevi o livro. Tenho uma relação muito forte com a Itália, onde fiz mestrado, doutorado e pós-doutorado. Talvez a Itália seja o maior laboratório de design do mundo: lá, os profissionais da área trabalham com muita liberdade, cada um tem seu próprio método de criação, porque os empresários locais valorizam a inovação. Sem contar que o design é visto pelos italianos não apenas pelo viés técnico, mas também como um gesto antropológico e cultural, que faz parte da vida da população”, constata.

Escritos de design é o quarto livro solo assinado por Moraes. Antes ele publicou Limites do design, Análise do design brasileiro e Metaprojeto: o design do design. Os dois primeiros receberam o Prêmio MCB de Design, respectivamente, em 1998 (2º lugar) e 2006 (1º lugar). Mas a relação do designer com a premiação é ainda mais antiga. Em 1986, aos 25 anos, ele venceu a primeira edição do evento, na categoria Produto, com um projeto de mobiliário produzido pela empresa Madeirense Móveis para Escritórios, de Belo Horizonte. “É sempre uma honra participar desse prêmio, que vem acompanhando a evolução do design no Brasil nas últimas três décadas”, diz Moraes.

Segundo o autor, o termo “design” se tornou conhecido ao longo desse tempo no Brasil. “Mas ainda temos muito para avançar. Até hoje nossa profissão não foi regulamentada e permanece sendo pouco valorizada no país. Os empresários brasileiros, por exemplo, ainda dão prioridade à facilidade da cópia e resistem a investir em design para criar um diferencial para seus produtos”, lamenta.

Sobre o autor: Dijon De Moraes é designer, escritor, conferencista e professor com PhD em Design pelo Politecnico di Milano, na Itália. Ocupou por duas vezes o cargo de reitor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Naquela instituição idealizou e editou os Cadernos de Estudos Avançados em Design, coleção bilíngue (português-Inglês) em quinze volumes. Pela editora Blucher lançou os livros Análise do design brasileiro e Metaprojeto: o design do design. Além do Politecnico di Milano, colabora como professor e palestrante para as instituições de ensino italianas Politecnico di Torino e Università Degli Studi di Campania, em Nápoles. É membro do Colégio de Doutores em Design da Università di Bologna, também na Itália. Recebeu em 2021 o título de “Cavaliere dell´Ordine della Stella d´Italia”, concedido pelo governo italiano a quem contribui para o intercâmbio cultural entre Brasil e Itália.

 

Ficha técnica:

Título: Escritos de design: um percurso narrativo

Autor: Dijon De MoraesNúmero de páginas: 558 Formato: 20,5 x 25,5 cmPreço: R﹩ 140ISBN: Autor: Dijon De Moraes

Número de páginas: 558

Formato: 20,5 x 25,5 cm

Preço: R﹩ 140

ISBN: 978-65-5506-246-5

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