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Mau uso das redes sociais

Mara Lauxen

Mau uso das redes sociais pode comprometer imagem profissional

Pesquisas comprovam que postagens inadequadas podem tirar candidatos de processos seletivos e até comprometer a carreira

As redes sociais vieram para ficar e, cada vez mais, milhares de pessoas de todas as idades fazem uso delas para se conectarem com outras pessoas e compartilhar parte do seu dia-a-dia. A necessidade de estar sendo visto e a possibilidade de se conectar com o outro podem ser benéficas, mas também podem se tornar extremamente prejudiciais para a imagem profissional e, consequentemente, para a marca pessoal. Segundo Mara Lauxen, estrategista em Personal Branding¸ muitas pessoas pensam que o perfil pessoal é dissociado da imagem profissional e que a sua vida pessoal não interfere na carreira, mas isso é um equívoco.

 “Quem pensa assim está cometendo um grande erro. Gerir a presença online para que perfis profissionais e pessoais não transmitam mensagens ambíguas é uma atitude importante para evitar prejuízos à reputação”, explica. Mara é mentora especialista em Carreira Feminina e atuou por mais de 20 anos como empresária nos setores de Moda, Eventos e Agronegócios.

Como palestrante profissional, Mara potencializa o empoderamento pessoal e profissional.

A imagem nas redes sociais tem o poder de gerar valor para a carreira profissional, além de oferecerem grandes oportunidades para o profissional se vender, gerando chances de contratação, negócios e até validação profissional. Pesquisas recentes realizadas pela OfficeTeam, empresa que pertence a Robert Half com 300 gerentes de RH, apontam que para 45% deles, postagens inadequadas podem tirar participantes de processos seletivos. Além disso, 1 a cada 3 recrutadores considera que fotos inadequadas são motivo para cortar um profissional de uma seleção. “Isso mostra que, cada vez mais, os recrutadores recorrem aos perfis pessoais nas redes sociais antes de contratar alguém. Eles buscam saber sobre o cotidiano da pessoa, suas atitudes, comportamento e se a sua imagem vai prejudicar a imagem da empresa em caso de contratação”, explica Mara.

 

Divulgação
 

Ainda segundo as pesquisas, os comportamentos que mais prejudicam a imagem de um profissional são:

 

Críticas em excesso

Criticar os colegas de trabalho e até a política pode ofender ou causar mal-estar por conta de tornar pública uma opinião sobre atos e pessoas.

Selfies a todo o momento

Publicar selfies em todos os lugares, inclusive no trabalho, pode passar a impressão de uma pessoa vaidosa e de ego inflado – caso colegas de trabalho, recrutadores ou chefes vejam fotos inadequados ou em horários de trabalho, a imagem profissional pode ser prejudicada.

Postar sobre tudo

Viagens, refeições, check-ins, indicação de livros e fotos com roupas de praia ou bebida alcoólica podem tornar uma pessoa chata nas redes sociais, além de aumentar a chance de publicar algo que comprometa a imagem.

Acumular conexões

Não selecionar as pessoas nas redes e mandar convites para qualquer um acaba formando uma rede de contatos vazia e ineficiente que nada acrescenta à carreira.

Se mostrar ausente

Por outro lado, ter um perfil só para visualizar o perfil dos outros e nunca postar nada, principalmente no Linkedin, faz perder visibilidade e oportunidades no mercado de trabalho – o mesmo vale para visualizar as mensagens nos grupos de trabalho do WhatsApp e nunca responder ou comentar.

Para Mara Lauxen, as pesquisas vêm reforçar o cuidado que se deve ter em relação ao uso das redes sociais. “Escolher quais redes, as formas como elas serão usadas e com quem as informações serão compartilhadas é o ponto de partida para o bom uso delas. Mesmo com a possibilidade de estabelecer a privacidade, não se esqueça de que as pessoas olham o perfil umas das outras nas redes, comentam, salvam e compartilham o que encontram. Então, sempre pense antes de postar: isso vai agregar valor à minha imagem profissional? Isso vai agregar valor à minha marca pessoal? Isso condiz com os meus adjetivos e meus objetivos profissionais? Isso é o que quero que as pessoas vejam sobre mim?  Se o conteúdo estiver alinhado com o que você deseja para si mesmo, vá em frente, mas se existir qualquer dúvida, não poste! Cuide da sua marca pessoal como um todo, afinal, não basta ser – tem que parecer”, finaliza.,

A imagem das empresas nas redes sociais

As empresas que já estão inseridas no mundo digital sabem o poder que as redes têm para pulverizar ofertas, mensagens e notícias além de boatos, críticas e comentários maldosos.

Graças à velocidade da Internet, é possível ver a reputação online de uma marca ir da luz à escuridão em poucos segundos, por isso a importância de construir e gerenciar a reputação da empresa no ambiente digital. “Deixar que o acaso determine como uma marca está sendo vista pelo público é muito arriscado. É claro não se pode determinar o que os clientes e players do mercado escreverão sobre seu negócio, mas existem algumas armas de contra-ataque, alguns meios de reparar os danos e, principalmente, algumas estratégias preventivas para manter a reputação online sempre positiva”, explica Mara.

A reputação online, também chamada de e-reputation, é como a imagem da empresa é percebida na Internet e nas plataformas digitais. Ela é construída a partir de tudo que é publicado associado à marca – isso inclui conteúdo de blogs, e-commerce, propagandas, entrevistas para canais digitais e, é claro, as reações, interações e comentários dos usuários. A gestão de crises é muito importante, mas além de trabalhar em situações emergenciais, é fundamental ter um plano preventivo e fortalecedor da reputação online, criando e promovendo a todo momento conteúdos positivos que se sobreponham a qualquer ameaça.

Uma pesquisa feita pela Global Consumer Insights Survey em 2018 mostrou que as opiniões e boas avaliações de uma marca nas redes sociais influenciam nas decisões de compra dos consumidores. Isso significa que a reputação online de uma empresa pode influenciar positiva ou negativamente em 25% de suas vendas, e essa proporção pode aumentar ainda mais para alguns nichos e segmentos com forte presença online, como e- commerces e serviços por aplicativos. “A gestão estratégica da reputação online representa a credibilidade do negócio e demonstra como ele valoriza os relacionamentos com o público.

Uma empresa que ignora o comentário de um cliente nas redes sociais está demonstrando que a opinião dele não é uma de suas prioridades. Será que este cliente e todos que visualizarem esta falta de atenção vão confiar que a empresa dá a prioridade necessária para suas demandas?”, alerta a especialista.

Para finalizar, Mara lista algumas atitudes comuns no dia a dia do universo online que podem comprometer uma marca:

– Falha de segurança de dados

– Procedimento de atendimento não compreendido pelos clientes

– Erros no atendimento

– Opiniões e comportamentos inadequados de seus representantes

– Boatos infundados

– Falta de estratégia e calendário de conteúdos

– Falta ou excesso de automação

 

Divulgação

 

Sobre Mara Lauxen

Mara Lauxen é Estrategista em Personal Branding, Mentora Especialista em Carreira Feminina, Master Trainer, Master Mentoring com Tripla Especialização. Atuou por mais de 20 anos como Empresária dos setores de Moda, Eventos e Agronegócio, adquirindo expertise em Atendimento ao Cliente, Gestão Administrativa, Gestão de Equipes, Liderança, Planejamento e Vendas. Entre tantas especializações, Mara se tornou palestrante profissional, e já impactou milhares de pessoas potencializando o empoderamento pessoal e profissional. Além disso, através de curadoria de imagem pessoal, profissional e marca pessoal, impactou centenas de pessoas no que se refere à autoestima e autoconfiança, despertando e trazendo à tona a essência e o diferencial das pessoas, potencializando marcas pessoais.

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